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A origem da Cachaça

Pintura de Hercules Florence
 
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Genuinamente nacional, a cachaça hoje já tem ares sofisticados, conquistando o gosto do mercado internacional, em cardápios de restaurantes chiques e gôndolas de bebidas finas, despertando interesse e atraindo uma leva de novos apreciadores.

Segundo estimativas do Ministério da Agricultura, o país tem mais de 3 mil marcas de cachaça, cerca de 30 mil produtores e o consumo nacional perde apenas para a cerveja. No ranking mundial, a cachaça fica em terceiro lugar entre os destilados, atrás da vodca e do soju (destilado de cereal muito consumido na Ásia).

 

 Ranking Mundial de Destilados
(em milhões de garrafas de 0,7 l)

 

Fonte: Programa de Desenvolvimento da Cachaça (PBDAC)

 

E as opções são muitas: cachaça envelhecida em tonéis de madeira, caramelada, em infusão de frutas e folhas. A maneira de apreciá-la também apresenta inúmeras variações: pura, gelada com vodca, em batidas de frutas e, claro, como a nossa tradicional “caipirinha”. Mas, as cachaças mais valorizadas são as produzidas pelo antigo método artesanal, no alambique, seguindo padrões de qualidade.

Mas como surgiu a tão popular cachaça? A versão mais aceita é que ela teria sido descoberta por acaso como subproduto da produção do açúcar, nos engenhos do Brasil no início do século XVI. A cana era moída e o caldo (suco da cana) era colocado em tachos para ferver. No processo de fervura, formava-se uma espuma que boiava nos tachos. Para purificar o caldo, esta espuma era retirada e dada aos animais com o nome de “cagaça”. Não demorou muito para que se descobrisse que esta “cagaça”, recolhida em potes, fermentava-se, ganhando teores alcoólicos.

Fermentada naturalmente, a cachaça começou a ser a bebida preferida dos escravos, que a ingeriam para agüentar a dura jornada de trabalho e também para alegrar as suas festas. Tempos depois, esta “garapa azeda” passou a ser destilada e ganhou o nome de cachaça (numa derivação semântica de “cagaça) ou “pinga”, porque no processo de destilação o alambique ficava pingando. Acontece que, da senzala, a bebida aos poucos foi sendo consumida pelos senhores de engenho, ganhando fama e passando a ser apreciada por visitantes ilustres e autoridades.

Posteriormente, a produção da cachaça foi aumentando e sua qualidade sendo aprimorada, passando a ser produzida em alambique de barro, depois de cobre, com o nome de aguardente. Conhecida por mais de 400 sinônimos ou denominações populares, o certo é que a cachaça ganha mais espaço a cada dia e formas cada vez mais refinadas. Conheça alguns nomes pelos quais a nossa cachaça é conhecida, clicando aqui.

(O assunto desta matéria foi sugestão de Antonio Leude Calor Junior, gerente industrial da Usinas Itamarati)

Fontes:
Programa Brasileiro de Desenvolvimento da Cachaça (PBDAC)
Museu do Homem do Nordeste
Revista Host
Minimundo da Cachaça