pßgina inicial
nossos produtos
espašo mulher
espašo crianša
cartŃo virtual
papel de parede
receitas
saiba mais sobre o aš˙car
fale conosco
nossa empresa
 

Quando os filhos deixam de ser crianças



 
 

         Em certa idade, os filhos acham que já não são mais crianças, ao mesmo tempo em que não conseguem ter atitudes maduras. A fase da pré-adolescência traz mudanças significativas na vida de pais e filhos, já que é uma época em que as “crianças” passam a buscar outros modelos, começam a enfrentar a autoridade dentro de casa e se acham independentes quanto à escola, amigos, namoro. Os pré-adolescentes carregam características típicas de uma época - nos dias atuais, acentuadas pelo acesso à tecnologia da internet, dos celulares, da televisão.

         Mãe de uma garota de 12 anos, Daniela Mula acredita que tudo é muito confuso para eles nessa idade. “São mudanças no corpo, nos sentimentos... como eles dizem: adolescente sofre! Eu, como mãe, não sei quem sofre mais. Nossa criança cresceu, já não depende tanto dos pais, não pensa mais exatamente como nós e nem quer”, reflete.

         A psicóloga clínica Adelaide Rotter tem uma filha adolescente de 16 anos, e confirma que essa transição é um período difícil, tanto para pais quanto para filhos. Em sua opinião, o diálogo é a melhor forma de tratar o assunto. “Hoje em dia falta conversa. É preciso ver o que está acontecendo com o filho, ver se ele está satisfeito, feliz; saber por que quer determinadas coisas e discutir essas escolhas”.

         Daniela também acredita que os pais devem insistir no diálogo – apesar de, às vezes, isso parecer em vão. “Mostrar o certo e o errado e a conseqüência de cada decisão. Mostrar que é melhor contar algo que fez de errado do que omitir ou mentir”.

         E como é que a pré-adolescência começa a se manifestar? Adelaide lembra quando a filha, aos 12 anos, pediu para ir ao shopping comer um lanche que sempre pedia, e que vinha acompanhado de brindes infantis. “Estranhei quando ela terminou de comer e deixou a sacolinha do lanche. Vi que ela não queria pagar o ‘mico’ de levar um brinquedo ‘de criança’ pra casa”.

         Daniela conta que a mudança de fase da filha foi repentina. “Tudo acontece muito rápido”. Dos 10 para 11 anos, quando estava na 5ª série, apareceram os primeiros “sintomas” da pré-adolescência, como o enfrentamento da autoridade do pai e da mãe. “Eles se negam a fazer favores ou obrigações que antes faziam prontamente. Nesta fase eles são muito preguiçosos”, constatou.

         Adelaide frisa a necessidade de trabalhar limites, de forma coerente, sem ser autoritário. “Acho que mãe tem que ser mãe. Não existe essa coisa de melhor amiga. Há o risco de a mãe usar isso como controle”. Mas sempre chamar para o diálogo: “Quer ficar na internet? Vamos conversar sobre isso. Que tal dividir esse tempo com outras atividades?”. E alerta: “não adianta agir de forma irracional como eles fazem às vezes”.

         Ao mesmo tempo em que demonstram certa independência, os pré-adolescentes deixam transparecer o lado criança. “Com minha filha, eu me vejo lá atrás, quando tinha a idade dela. E lembro das crises de angústia, da desorientação, da falta de objetivo. É tudo igual, em relação à tônica dos problemas humanos”, compara Adelaide. Para Daniela, os pais devem ser o porto seguro dos filhos. “Em qualquer situação de perigo, insegurança ou tristeza, eles devem e podem se sentir crianças e pedir colo”.

 

Leia também:
Filhos e férias
Educação: a importância da música na formação das crianças

Vida a dois: o namoro no casamento
O papel do homem na educação dos filhos
Férias e descanso: cuidado para não cair na rotina
Tarefa: educar os filhos
Mães e filhos: atenção em dobro
Relação com os filhos: os perigos da internet
Volta às aulas: adaptação para mães e filhos
Filhos em férias: o que fazer com eles em casa?

. espaço mulher .