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A evolução: de engenho à usina

Ilustração: Franz Post (1612 - 80) - "Engenho de Açucar no Brasil". Desenho aquarelado sobre papel, com traços de carvão, 1640.

 

As primeiras mudas da cana-de-açúcar chegaram ao Brasil em 1532, na expedição marítima de Martin Afonso de Souza. A partir daí, surgiram os primeiros engenhos, primeiramente no estado de São Paulo e, depois, em Pernambuco, proliferando-se pelo nordeste. O engenho era constituído por dois grande setores: o agrícola – formado pelos canaviais –, e o de beneficiamento – chamado a “casa-do-engenho”–, onde a cana era processada, transformando-se em açúcar e aguardente.

Utilizando-se de mão-de-obra escrava, todos os processos do engenho de açúcar eram artesanais e as moendas de madeira eram movidas por animais ou rodas d’água. A produção aumentou gradativamente e, em torno de 1580 o Brasil já detinha o monopólio mundial de açúcar. Mas, a partir do século XVIII, o país começa a perder posição para a produção do Caribe e das Antilhas, dominada pelos holandeses, espanhóis e franceses e para as colônias inglesas na América do Norte. Com o bloqueio continental dos ingleses contra a França, em 1806, Napoleão Bonaparte deixa de receber o açúcar de suas colônias, estimulando então a produção de açúcar de beterraba na Europa.

A partir deste período a produção de açúcar – tanto de beterraba quanto de cana – é beneficiada pelo avanço tecnológico. A Revolução Industrial promove a mecanização dos sistemas de produção, introduzindo o motor à vapor, que acionava as moendas construídas em aço, a evaporação múltiplo efeito, o cozedor à vácuo e as centrífugas para separação do açúcar. Embora em diversas partes do mundo as modernas fábricas se multiplicassem (como África do Sul, Ilhas Mauricio e Austrália – colônias inglesas, francesas e holandesas), no Brasil os engenhos tradicionais persistiam, com seu processo inteiramente artesanal.

O imperador D. Pedro II, através de Lei de 1875, propõe um programa de modernização da produção de açúcar, surgindo assim os Engenhos Centrais, que depois seriam chamados de “usinas de açúcar”. Neste período, o trabalho escravo estava sendo substituído pelas máquinas. A produção mundial de açúcar de cana, nesta época, era liderada por Cuba, com 25% do total. O açúcar de beterraba produzido na Europa e EUA eram responsáveis por 36% da produção. O Brasil participava com apenas 5% do total de 2.640.000 toneladas, em 1874.

Dos 87 engenhos aprovados, apenas 12 foram implantados. Mas o desconhecimento dos novos equipamentos, a falta de interesse dos fornecedores – que preferiam produzir aguardente ou mesmo açúcar de forma tradicional –, a falta de incentivos e de políticas governamentais com a libertação da mão-de-obra escrava contribuíram para o fracasso dos Engenhos Centrais no Brasil.

No entanto, a produção de açúcar no Brasil passa a se tornar vantajosa novamente a partir de 1914, em razão da 1ª Guerra Mundial. A indústria açucareira européia é arruinada e os preços do produto no mercado mundial sofrem alta de preços. Esse movimento é acelerado com a chegada dos imigrantes italianos ao Brasil. Surgem assim novas usinas, sobretudo em São Paulo, onde fazendeiros de café mostram-se interessados em diversificar sua produção. O reaquecimento da indústria açucareira expande-se também para o Nordeste.

(O assunto desta matéria foi sugestão de Luis Henrique da Silva, gerente de Suprimentos da Usinas Itamarati)

Fontes:
Jornal Cana
Guesa Errante